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  1. home, sweet home.

    December 7, 2011 by Manu

    Sempre faço mil coisas ao mesmo tempo
    E até que é fácil acostumar-se com meu jeito
    Agora que temos nossa casa
    é a chave que sempre esqueço.

    Não estava nos meus planos sair da casa dos meus pais nem ter meu próprio cantinho até completar pelo menos sei lá, 30 anos. Mas como a vida na maioria das vezes não segue os planos que a gente perde noites de sono fazendo, a mais ou menos 1 ano acabei achando o homem da minha vida perdido por aí e não tive escolha senão largar tudo e fugir com ele pras colinas. Quer dizer, pra um apartamento quarto-e-sala de uns 30 e poucos m² e com muito potencial pra um começo de vida feliz.
    Então, no começo, tudo que tínhamos era um ventilador, dois colchões de solteiro doados pela minha mãe, e pra distrair, uma tv doada por uma amiga do namorado. Na falta do fogão, tudo que comíamos era queijo coalho e salsichão na churrasqueira elétrica, que eram felizmente substituídos nas ocasiões especiais por uma picanha com alho e batatas recheadas com cheddar.
    Então chegou a cama, o fogão e a geladeira e a televisão. E depois das coisas essenciais para uma sobrevivência humana digna, veio a minha paixão recém descoberta pela decoração e pelos pequenos detalhes. Descobri que móveis caros não me fazem feliz, e que garimpar móveis antigos e esquecidos em brechós e transformá-los da forma que eu quiser, adicionando a ele um pedacinho meu, é sem dúvida muito mais prazeroso.
    Descobri várias outras coisas também, como por exemplo, a falta que um simples coador pode fazer, que as roupas não se lavam nem passam sozinhas, que a cama não se arruma como num passe de mágica e o mais impressionante de tudo: Se você deixar pedaços de presunto na geladeira por mais de um mês, o porco volta como morto-vivo.
    O meu salário, antes gasto quase inteiramente em sapatos, passou a ser gasto em coisas supérfluas e desnecessárias de decoração, com destaque significativo para velas, porta-velas, molduras, luminárias e mais velas. Minhas obsessões decorativas.
    Então, hoje resolvi apresentar nosso cafofo, meu e do – segundo minha mãe – namoridão, que tem em cada cantinho um pedaço nosso.


  2. Ser ou estar. Eis a questão.

    December 1, 2011 by Manu


    Eu nunca fui uma pessoa triste. E apesar de ter problemas como todo mundo sempre teve, nunca entrei em depressão ou tentei cortar os pulsos ao som de Type O Negative.
    Ao contrário do que muita gente diz, e vive, tive uma adolescência normal e calma, com experiências que hoje não me parecem tão sofridas, mas que apesar de eu estar aqui tentando me fazer de durona, tenho certeza de que na época pode ter parecido o fim do mundo.
    Mas, apesar de um coração partido aqui e ali, uma nota baixa na escola ou uma amiga falando mal de mim pelas costas, eu sempre fui uma pessoa muito feliz, até porque entre ser e estar feliz existe uma diferença absurda, e eu nunca tive dúvidas quanto à isso.
    E até hoje, quando inevitavelmente aquele sentimentozinho de tristeza tenta se aproximar de mim, tento seguir algumas regras e dicas que compilei em uma lista, pra me lembrar sempre que a tristeza é um sentimento opcional, em um mundo gigantesco de possibilidades da felicidade pura, momentânea, e ainda assim, eterna.

    Não ouvir Bob Dylan. Em hipótese alguma. Mesmo.
    Tomar banho quente à luz de velas, no silêncio.
    Usar a calça de moletom mais velha do guarda roupa.
    Chorar até não conseguir mais respirar.
    Comprar um livro novo
    Fechar os vidros do carro, cantar Stop Cryin’ your heart out, do Oasis, o mais alto e desafinado que eu conseguir.
    Observar um animal brincar.
    Ouvir uma criança rir até chorar.
    Comer doce de leite com a maior colher que encontrar.
    Água com muito gelo.
    Coca-cola de garrafa de vidro recém aberta.
    Assistir a um por do sol com o namorado, na praia.
    Cheiro de terra molhada.
    Lençol recém trocado.
    Ver um filme de amor.
    Ler as últimas páginas de um livro.
    Comprar um sapato novo.
    Ouvir o barulho da chuva deitada numa rede e sentindo o vento molhado.
    Dublar Total eclipse of the heart na frente do espelho.
    Experimentar roupas antigas do guarda roupa.
    Rever fotos antigas.
    Tirar fotos de mim mesma.
    Dançar descontroladamente.
    Beijar de olhos abertos.
    Comprar velas.
    Assistir a sessão da tarde.
    Cozinhar.
    Rever meus filmes favoritos.
    Receber um elogio.

    E você, o que te deixa feliz?


  3. hoje é dia de cosmopolitan

    November 25, 2011 by Manu

    Eu gosto dessa sensação mágica de não saber ao certo onde termina eu e onde começa você.
    Foi assim que eu resolvi começar a dizer o quanto você é importante pra mim, o quanto você me completa e me faz feliz.
    E a forma que, apesar de não sermos um só de corpo nem de alma, acabamos compartilhando o mesmo coração.
    Quando penso em você, e acredite, isso significa grande parte do meu dia, a primeira coisa que eu vejo é o seu sorriso, a forma como os seus olhos se fecham quando você sorri…Depois eu lembro da sua voz. E é o suficiente pra me fazer lembrar do quanto eu amo estar com você, viver com você…Fazer parte de você, da sua história, da nossa história. E cada segundo que passo ao seu lado, eu sei que é tão importante quanto uma letra em uma palavra, de uma frase, de uma página, de um capítulo de um livro.
    O livro da nossa história.
    Talvez você não saiba, juro que eu me esforço pra tentar te mostrar todos os dias o quão especial e único você é, e como você me faz sentir especial também por ter sido a sua escolha.
    O que eu sinto por você não é só amor, aliás, tenho uma teoria de que só amor nunca vai ser suficiente pra manter 2 pessoas juntas. O que eu sinto por você é uma amizade maior que o mundo, uma cumplicidade, um carinho, uma confiança, um respeito, e por fim, um amor puro e incondicional, da forma que só os amores formados por esse tipo de combinação podem ser.
    Amo quando você me faz rir, e quando rimos juntos até quase chorar. Amo os seus olhos, os seus cabelos…Amo o jeito que você me abraça, que dança comigo, que consegue me fazer sentir viva com meia dúzia de palavras ou com um simples olhar.
    Amo quando a gente canta junto no carro, quando você me elogia quando eu digo não pros entregadores de papéis inúteis no sinal…Amo ler o horóscopo toda manhã com você, acordar com você, trabalhar com você, almoçar com você, ver a novela com você, cozinhar com você, viver com você. Amo cada momento e guardo cada um deles no lugar mais especial que eu tenho em mim: meu coração. Que a exatamente um ano, deixou de ser tão meu pra ser mais seu.
    Te amo mais que tudo,
    da sempre sua,
    Manu


  4. As fotos que ninguém nunca vai comprar #1

    November 18, 2011 by Manu

    Em minha longa jornada pelo mundo publicitário, várias foram as vezes em que tive que recorrer a um banco de imagens pagas pra usar em algum projeto. E quando nem o mercado negro de fotos stock nem os nossos velhos amigos coreanos escravos do Photoshop resolvem o nosso problema, lá vamos nós, pobres designers, nos aventurar pelo maravilhoso e obscuro mundo dos bancos de imagens, que assim como o nosso tão conhecido Google, sempre nos trazem belas imagens-surpresa se você simplesmente esquecer de ativar o filtro de imagens indesejáveis.
    Assim como no Google, se você buscar por “abraço”, vai encontrar pornografia.
    Se buscar “amor”, uma simples e singela palavra pura, vai encontrar um casal gay praticando a centésima nonagésima sexta posição do kama sutra. De cabeça pra baixo. Vendados.
    E se você for um pouco além, e começar a jogar mais sujo, digitando “beijo”, por exemplo, vai acabar vendo coisas que você nem sequer imaginava que existiam. E vai desejar ter continuado sem saber.
    A ignorância é uma dádiva.

    Mas voltando ao assunto, não é só com pornografia que os bancos de imagem nos presenteiam em breves momentos de descontração no trabalho, mas também com as famosas fotos que ninguém nunca vai comprar, e que eu, humildemente coleciono para usar estrategicamente em momentos de depressão profunda.
    Sempre funciona. Divirtam-se.




  5. sobre tragédias e clichês

    November 17, 2011 by Manu

    “O lema da Força Aérea Especial Britânica é: “Aqueles que se arriscam, ganham”. Uma simples semente de grama verde, é capaz de crescer no cimento. Os salmões do Pacífico noroeste batem-se até sangrar… na sua viagem por centenas de quilômetros contra a correnteza… com um simples propósito: Sexo, é claro. Mas também… vida!”

    Eu nem sempre fui a pessoa mais otimista que alguém poderia conhecer, confesso que em grande parte das vezes meu copo esteve de fato, mais vazio do que cheio, e que nem sempre fui capaz de fazer uma limonada quando a única coisa que a vida me deu, foram limões.
    Existe mais um clichê que diz que se você não fica feliz de saber que as rosas possuem espinhos, tente então imaginar que na realidade, são os espinhos que possuem rosas, e tente assim enxergar a beleza oculta da vida que depende não dos arquétipos e estereótipos que temos armazenados nas nossas mentes, mas na nossa capacidade de enxergar o mundo a partir de uma outra perspectiva.
    Você já parou pra pensar que, quando você perde uma nota de 50 reais, 15 minutos depois, naquele mesmo lugar, alguém que acabou de perder o emprego olha pro chão e encontra uma nota de…50 reais?
    E quando você perde o vôo depois de ficar preso por 3 horas no trânsito, e logo em seguida, no noticiário, descobre que um avião explodiu em pleno ar e que não houve sobreviventes. Só você.
    E quando o seu namorado te troca por outra, e você acha que vai morrer de tanto sofrimento, mas no dia seguinte encontra o amor da sua vida na fila do pão?
    Você não ficaria feliz se quebrasse a perna em 5 partes em um acidente de moto, mas se com isso você conseguisse o telefone daquela enfermeira gostosa, teria então valido a pena?
    Nesse exato momento, alguém acaba de morrer, mas em menos de 4 horas, em algum lugar não muito longe, alguém receberá um coração novo e mais 80% de chance de ter uma vida normal novamente.

    Na maioria das vezes, não somos capazes de enxergar com positivismo o que a vida nos dá, mas como o tão clichê quanto este post, Steve Jobs, um dia disse, você tem que confiar em algo, seu instinto, destino, vida, carma, o que for…Você tem que saber que não é capaz de ver um lado bom agora, olhando pra frente, mas que no futuro, olhando pra trás, os pontos vão se ligar, e tudo terá então feito todo o sentido do mundo.
    Você não estaria passando suas férias em Ibiza com sua linda mulher e seus 3 maravilhosos filhos, ganhando milhões com o seu novo best seller enquanto trabalha de pijamas tomando prosecco em plena segunda-feira admirando a sua linda vista pro Arpoador…Pelo menos não se aquela sua tão idolatrada namorada do colegial não tivesse te trocado em plena festa de formatura pelo seu melhor amigo supostamente gay, se em seguida você não tivesse tentado se matar enfiando a cabeça no forno do Mc Donalds onde trabalhava, e de onde foi demitido por instabilidade emocional…Não se o vídeo que o seu colega fritador de hamburgueres gravou do incidente não tivesse ultrapassado os 5 milhões de views no youtube e você ter superado a depressão profunda se dedicando ao estudo da alma humana e não tivesse escrito dezenas de livros de auto-ajuda e participado 37 vezes do programa do Jô.
    Hoje, olhando pra trás, você não se lembra mais do inferno que aquela vagabunda te fez passar, nem da calvície causada pela queimadura de 2º grau na cabeça durante o incidente do forno, você não lembra do seu vídeo no youtube, da miséria do seguro-desemprego, nem de nada que tenha te causado dor durante todo o caminho…
    Tudo que você consegue pensar, olhando pra trás, é em PUTA QUE PARIU, doeu mas valeu a pena. Porque no final das contas, nem tudo é tragédia.